Água e lentes de contacto não se dão bem. Nem a do mar, nem a da piscina, nem a da torneira. A água pode conter microrganismos que aderem à lente e ficam em contacto prolongado com a córnea — entre eles a Acanthamoeba, responsável por uma queratite rara mas grave.
Na piscina e no mar
A regra é simples: retire as lentes antes de entrar na água. Se precisa de ver bem enquanto nada, a solução são óculos de natação graduados. Em alternativa, use lentes diárias e deite-as fora logo que sair — nunca as reutilize depois de terem estado em contacto com água.
Areia, pólen e vento
No areal, a combinação de partículas em suspensão e olho seco é desconfortável. Lágrimas artificiais sem conservantes, aplicadas antes e depois, ajudam bastante. Se entrar areia, retire a lente, não esfregue o olho, lave as mãos e volte a colocá-la só depois de a limpar com solução própria.
Ar condicionado e viagens
O ar seco de carros, aviões e escritórios acelera a evaporação da lágrima. Em viagens longas, prefira óculos. Leve sempre estojo e solução na bagagem de mão — não no porão.
Sol
As lentes de contacto não protegem da radiação ultravioleta, mesmo as que anunciam filtro UV: cobrem apenas a córnea, não a pálpebra nem a conjuntiva. Use óculos de sol com protecção UV400 por cima.
Quando parar e procurar ajuda
Vermelhidão persistente, dor, sensibilidade à luz, secreção ou visão turva depois de retirar a lente não são normais. Tire as lentes, não volte a colocá-las e contacte-nos. Na dúvida, é sempre melhor um dia de óculos.
